Os Vingadores

May 02

Os Vingadores” (The Avengers, 2012, EUA) reproduz na telona tudo que a gente quer ver naquela última sessão da sexta-feira… Aquele momento que você quer abstrair, comer uma pipoca e acompanhar uma boa história que nem seja intelectualóide nem idiota.

O grande trunfo do longa é colocar na mesma sopa os quatro heróis da Marvel que já tiveram a chance de brilhar sozinhos em seus filmes “pessoais”. Com suas origens, histórias e personalidades já explicadas anteriormente, resta a cada um dos poderosos conviver e lidar com o jeito, o ego e as manias de cada personagem da trama.

E nesse ponto, o diretor Joss Whedon acerta na construção da trama, não tão simplória como parece. O que vemos ali não é somente um grupo de bonzinhos que no fim das contas vai derrotar as forças intergalácticas do mal – e nisso não to contando nada que você não saiba, se tratando de um filme de super-heróis. Desta vez, ou o Hulk, o Capitão América, o Homem de Ferro e Thor aprendem a trabalhar juntos ou colocam tudo a perder.

Eles travam uma verdadeira guerra civil de egos, não somente trocando farpas irônicas e mal intencionadas – que fazem a plateia se abrir na risada –, mas literalmente lutando entre si, em tentativas de mostrar a todo tempo quem é o melhor, ou quem deles pode salvar a humanidade do caos iminente.

É quando aprendem a ver as diferenças como cartas na manga para a execução de um plano que o grupo começa a se dar bem na missão. É nessa hora que um playboy metido a engraçadinho – mas extremamente inteligente –, um nerd que precisava mais controlar seu poder do que usá-lo, um loiro fortão meio tapado e um soldado metódico e certinho começam a jogar no mesmo time.

A temática, que já agrada por si só um grande público, conquista ainda mais por trazer a todo momento o lado cômico de se ter um super poder. Cheio de tiradinhas sensacionais e ações inesperadas, é diversão certa durante os 142 minutos de filme. A produção ainda é um deleite para os olhos com tanta gente bonita desfilando pelas cenas: do sempre charmoso Robert Downey Jr à gatíssima Scarllet Johansson.

Finalmente, é difícil acabar de ver e dizer, de cara, qual o melhor super-herói. Isso vai muito de “bater o santo”, de rolar uma identificação especial. No meu caso, aconteceu de cara com o Homem de Ferro. O mais engraçadinho e tirador de onda foi aquele que sempre esteve presente pra salvar a pele da galera, especialmente naquele grand finale. Sério, quem não se abriu quando ele chamou o Barton de Légolas? AUHEUHAUHEUAHUHEUHAUAHA Preciso assistir de novo com um bloquinho só pra anotar as piadas que o cara faz no filme todo, sem condições…

Mas como estão dizendo por aí, talvez a maior das estrelas seja o Hulk. Mark Ruffalo está maravilhoso no papel, dando um jeito gracioso de nerd desajeitado para o doutor. O espectador se surpreende com a reviravolta do personagem ao longo do filme: o herói que todos achavam que ferraria com tudo terminou sendo aquele que mais colaborou em um momento crucial, somente por ter aprendido a lidar com sua natureza perigosa.

Sem mais falatório, assistam à cena que vem depois dos créditos finais. =)

 

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A relação fã-ídolo nas redes sociais: o caso Brian Ray

Apr 30

Penso que, por mais ligada que eu seja nessa coisa de redes sociais e Internet, nunca vou deixar de me impressionar com algumas coisas. E nem to falando dos vídeos bizarros em que ilustres pessoas “normais” ganham fama através da tosquice, conquistando eternamente minha vergonha alheia. Falo, antes, da incrível possibilidade de conectar pessoas que JAMAIS teriam essa chance fora da rede mundial de computadores.

Essa troca de 140 caracteres, no caso do Twitter – seja com o governador do seu Estado ou com um artista que você admira -, é algo muito louco. Mas, como enjoei de política (ou dos políticos), vamos nos deter no segundo ponto.

Assim como qualquer outra relação humana, a interação fã-ídolo ganhou com a Internet mais um jeitinho de ser estabelecida. Neste caso, sem que seja necessário enfrentar uma multidão para chegar perto do astro.

Não que as tuitadas substituam a enlouquecida tentativa de pegar um autógrafo ou tirar uma foto do famoso. A tecnologia ainda não foi capaz de criar algo tão legal quanto o contato pessoal, a proximidade, o estar perto. O fã que gosta mesmo, o fã à moda antiga, jamais vai abrir mão da tietagem ao vivo e a cores. Assim como vai preferir comprar os discos originais em vez de baixar um torrent. Mas, ainda assim, a Internet possibilitou algo fantástico.

Passei por uma experiência legal: na noite desse domingo, troquei duas tuitadas com o Brian Ray, cantor, compositor e guitarrista da banda de Paul McCartney. Nunca dei muita atenção ao brother, até que nos dois shows fiquei de cara como aquele senhor loiro tinha estilo para tocar e uma pegada guitarrística muito boa. Comecei a seguir o cara no Twitter.

Este é o avatar de Brian no Twitter.

No domingo, vi que estava online e resolvi falar com ele com meu inglês intermediário:

“I really loved your concerts at Recife. Please come back and rock Brazil again!”
(“Eu amei seus shows no Recife. Por favor, voltem e agitem o Brasil de novo!”)

Paul não tem Twitter. Ou melhor, tem; mas é atualizado pela assessoria (cuén cuén cuén). Então falar com Brian era o único jeito de eu dizer a Paul e a toda a banda que eles são bons demais e devem voltar mais mil vezes. Segundos depois, Brian repete minha frase acrescentando um “Hope so!” (“Espero que sim!”)

Aí, meus caros, eu empolguei:

“We are always waiting for u guys. If you come 100 times, I’d be there in all of them”
“Estamos sempre esperando por vocês, rapazes. Se vieram 100 vezes, estarei lá em todas”

A resposta veio rápida: “Wow! Thanks!” (“Uau, obrigado!”)

As duas frases não custaram a Brian nem 1 minuto. Tenho 97% de certeza que ele sequer abriu minha página do Twitter para ver com quem ele estava falando. É um laço social que não tem a menor chance de passar disso. O que quero dizer é que de modo algum Brian vai me seguir de volta e me desejar um bom fim de semana.

Mas para o fã/admirador/público, isso é incrível. Esse aproach virtual é algo que beira o surreal. Posso até não ser uma fã do Brian em particular, mas ter trocado duas frases com o rapaz fez com que ele ganhasse alguns pontos no meu conceito.

Tem uma coisa: assim como é fácil ser cult, amigo, interessante e filósofo nas redes sociais, é fácil simular a tietagem só pra receber um “thanks” do artista. A troco de que? Bom, isso já é um outro assunto

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Beatles Live at Shea Stadium – 1965

Apr 28

Já tinha ouvido falar há maior tempão do show que o Fab Four fez no Shea Stadium, em New York, no dia 15 de agosto de 1965. Sabia que se tratava do primeiro show de rock realizado em um estádio a céu aberto. E quando se trata de Beatles, a curiosidade só aumenta. Dei uma procurada rápida na Internet, não achei e esqueci.

Hoje, séculos depois, eu estava revirando a bagunça de DVDs da Americanas e dei de cara com o tesourinho. Do nada. Talvez a presença de Paul no Brasil tenha trazido os bons fluidos. E olha: era uma edição de colecionador. E olha de novo: R$ 9,99. Esse valor mal pagaria um açaí na tigela.

Pois é! A blogueira comprou e correu para casa para assistir na mesma noite.

Apesar das falhas de som (pra não dizer um som TERRÍVEL!), da edição tosquinha (repetindo a mesma imagem da plateia trezentas vezes, como se a gente não percebesse) e do vídeo parar vez por outra e ficar passando fotos (certamente por causa de algum erro nas imagens), o show é SENSACIONAL =)

Os quatro pirralhos de Liverpool começaram a noite visivelmente tensos. Tensão justa, né? Um estádio com mais de 55 mil pessoas enlouquecidas, um som pebinha e o peso de ser o primeiro a fazer. O pioneirismo é uma grande responsabilidade. Você não tem uma noção certa da coisa e tudo pode sair uma maravilha ou uma grande bosta.

Aos trancos e barrancos, deu certo. Lá pela quarta música (“Ticket to Ride”) os garotos começaram a se soltar e encarar aquilo como uma grande diversão. Afinal, eles sacaram que a galera não tava ali tanto pela música, mas por eles. Na boa: o som estava péssimo e as pessoas gritavam absurdamente. Era tudo que se podia ouvir. Então, qualquer macacada que eles fizessem no palco faria as meninas morrerem de gritar e chorar e espernear e se descabelar. E se você tem dúvidas, nos extras do DVD tem uma entrevista (feita anos e anos depois) onde eles comentam justamente isso.

O setlist de 11 músicas abre com “Twist and Shout” e tem outras joinhas como  “Ticket to Ride”, “Can’t Buy Me Love”, “A Hard Day’s Night” e “Help”. O quarteto encerra tocando “I’m Down”, com um John Lennon enlouquecido – que já tinha absorvido o espírito do LOL e estava tocando teclado com os cotovelos -,  um George que mal conseguia tocar com crise de crise de riso, um Paul que já estava levando os gritinhos na sacanagem e um Ringo batucando com cara de “what the hell you guys are doing???”

Enfim, tentem encontrar e assistam ^^

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Paul McCartney, um cabra da peste arretado!

Apr 23

Nesta segunda-feira acordei um pouco mais tarde que o de costume e muito grata a Deus pelo fim de semana. Porque hoje, aos 22 anos, posso dizer que vi dois shows de Paul McCartney, o cara – vivo – mais espetacular da música. Sem exagero nem mimimi.

Contrariando a rota comum às turnês internacionais no Brasil, Paul dessa vez não passou por São Paulo ou Rio de Janeiro. Foi o “povo arretado” de Recife e a galera de Floripa o público escolhido para receber o cara que não é somente ex-Beatle, é Paul McCartney. Um artista completo: em suas três horas de show, o cara toca baixo, guitarra, ukulele, violão, piano… e é espetacular em tudo que faz. Sem falar no carisma, na zoação com a plateia e no esforço admirável de falar o máximo de português possível. Não podia faltar, nessa passagem no Nordeste, uma brincadeira com nossas expressões: “oxente”, “cabras da peste” e o que mais conquistou o público: “POVO ARRETADO”.

A emoção já começou na fila: nos dois dias, o carro de Paul passou ao meu lado, e pude vê-lo acenando com o vidro aberto e muita simpatia com todo mundo. Cabra arretado.

Os dois concertos foram fantásticos, mas, falando por mim, o do domingo foi mais especial. Talvez por que eu não me preocupei em ficar perto como no sábado, mas em curtir o show mais histórico – digo sem medo de errar – da minha vida. No segundo dia, fiquei um pouquinho mais distante, mas em compensação, me diverti HORRORES. Pulei muito, dancei, cantei, sorri e chorei, me deixando levar pela emoção e energia indescritíveis daquele lugar. Sério: acho que pensaram que eu estava movida a dorgas pesadas, mas garanto que foi tudo culpa de dois redbulls (já que depois do show do sábado só dormi 3 horas) e muita água mineral para não desidratar. E claro: uma vontade monstra de viver aquele momento.

Falando em água… Paul toca, dança, canta e brinca durante três horas e só dá o primeiro gole de água mineral Fiji após mais de duas horas. E isso nos bastidores, em uma pausa de três a cinco eternos minutos. Na volta, os integrantes voltaram inteiraços, agitando as bandeiras do Brasil, da Inglaterra e de Pernambuco, para o delírio da multidão. Um verdadeiro espetáculo, um artista que respeita seu público, se importa com ele e dá tudo de si para que aquele momento seja inesquecível.

Como canta na música “Golden Slumbers“, que fechou os dois shows, Paul é um garotão (de setenta e um anos) que vai carregar para sempre o “peso” de ser um ex-Beatle. A responsabilidade é grande. Mexe com a emoção de várias gerações e com a história da música. Macca assume essa responsa com muito vigor e dá o melhor de si no palco. Como me disse Renato Félix, Paul “não é uma sombra do que já foi, como Bob Dylan e Amy Winehouse no show em Recife”. É exatamente o que escrevi no segundo parágrafo: Paul deve ser amado e respeitado não somente pelo que foi com o Fab Four de Liverpool, mas pelo que é hoje. E, se Deus quiser, pelo que ainda será durante pelo menos 10 anos…

Paul, volte! Me dê de novo a chance de vê-lo, sentir sua energia e paixão pelo que faz. Proporcione a nós, brasileiros, mais noites como essas. Que Deus te dê mais saúde e disposição para continuar nos encantando e inspirando outros músicos. Sir McCartney, o senhor é um gênio.

Curtas:

¹ Não é novidade que sou fã do U2, mas Paul McCartney encontra-se em outro patamar. Depois dos shows, só reafirmo essa opinião.

² É muito bonito o jeito carinhoso com que Paul se refere aos Beatles. Em especial, ao George Harrison: “Vocês devem saber que George tocava ukulele muito bem!”, disse, antes de tocar (no ukulele) ‘Something‘, composta pelo ex-parceiro.

³ Na na na na na na na na na na na… hey Jude…

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A autora:
Fernanda Paiva estuda Publicidade, trabalha com Mídias Sociais, escreve nesse blog e ainda não está acreditando que esteve a poucos metros de Paul McCartney e ouviu “Obladi Oblada”, “Hey Jude”, “Yesterday” e “Yellow Submarine” da boca de um ex-Beatle.

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Por que Jogos Vorazes me surpreendeu

Apr 04

Estava eu procurando por um livro de cibercultura na Leitura (momento merchan) quando vi adolescentes extasiados, falando alto, brincando de mímica e sorteando brindes entre si.

- Que é isso? – perguntei ao vendedor.
- Reunião de fãs dos Jogos Vorazes. É por causa do lançamento do filme.

Fui tirar minhas próprias conclusões no cinema, e olha… me surpreendi.
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O problema é que muita gente vai assistir a Jogos Vorazes com os mesmos olhos críticos que assistem a um Kubrick ou Scorsese. Esquecem que o público daquela obra é infanto-juvenil e questionam a superficialidade, a falta de violência explícita, blá blá blá.

Pois eu achei que Jogos Vorazes cumpriu seu papel e foi além.

O livro que virou filme trata da sociedade norte-americana do futuro, na qual os estados se tornariam “distritos”, todos subordinados à capital,  como forma de vingança por uma rebelião que haviam provocado. Os habitantes dos 12 distritos viviam presos,  precariamente e parados no tempo: más condições de habitação, tinham que caçar para comer, e sofriam humilhações de todos os tipos.
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Não bastasse isso, todo ano tinham que mandar dois “tributos” para competir nos Jogos Vorazes, uma espécie de reality show no qual eles tem que matar uns aos outros – e, naturalmente, sobraria um vencedor.

O filme aborda temas relevantes como sociedade do espetáculo (à medida que a Capital se delicia assistindo os jovens se matando), perspectivas sobre o futuro do digital (já que o reality é quase todo “programado” e virtual) e a fragilidade das relações humanas. Traz – e isso é natural – um romance mal resolvido para ser desenrolado até o fim da trilogia. Em resumo: tem uma complexidade emocional e social de deixar vampiros e bruxos com inveja. E digo isso como grande fã dos filmes do Harry Potter.

A protagonista, Katniss (a ótima Jennifer Lawrence), consegue cativar mesmo com seu jeitão sério, frívolo e tímido. Os habitantes da capital, travestidos em um excêntrica moda futurista bem colorida e andrógina, estão bem bons e com potencial para serem desenvolvidos nos próximos longas. Os figurinos e maquiagem estão ótimos! Adoro essa coisa exótica!
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Jogos Vorazes surge como boa alternativa para a geração Crepúsculo. E não restam dúvidas de que está a anos-luz de distância de seu concorrente.

Agora, por favor, vejam o filme como deve ser visto!

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Apenas Tarantino dirigindo ‘Pulp Fiction’

Mar 13


Um post em homenagem a Ricardo Oliveira.

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Primeira foto oficial de ‘O Cavaleiro Solitário’

Mar 09

Previsto para Março/2013, ‘O Cavaleiro Solitário‘ é um remake de uma séria clássica dos anos 70. Misturando western e comédia, o elenco dirigido por Gore Verbinski – que levou o Oscar de Melhor Animação com Rango (que, por acaso, é uma animação western+comédia) – traz gente como Johnny Depp (vivendo o índio Tonto), Helena Bonhan-Carter, Armie Hammer, Tom Wilkinson, Barry Pepper e James Badge.

Bom, saiu a primeira foto oficial do longa, com Johnny e Armie e… confiram (clique para ver maior):

Só eu que achei o Tonto IDÊNTICO ao Jack Sparrow?
Tirando esse pancake branco e essas listras pretas na face, tá muito parecido.

De qualquer maneira, é um filme com Johnny Depp e Helena Bonhan-Carter.
E eu já estou com predisposição para gostar.

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