Chris Martin, do Coldplay, falando do U2

Feb 24

Well, well, well amiguinhos. Estou há muito tempo sem escrever por aqui, e to morrendo de saudade. Prometo que vou postar mais frequentemente, okay? Okay.

Quero falar hoje do lançamento da revista ‘Os 100 maiores artistas de todos os tempos‘, um produto da Rolling Stone, que adora essas listinhas e tal.  Lá são listados os artistas e bandas que mais influenciaram ou foram/são relevantes na história da música. E daí?

Daí que meu amado U2 está lindo e bombando na 22º posição! \o/ Todos comemoram!

O bacana da revista é que outros artistas importantes escrevem sobre essas 100 bandas, contando sua história com as músicas, como conheceu o grupo, o que mais gosta, etc. E FERNANDA PIRA quando descobriu que Chris Martin, vocalista do Coldplay (outra banda que adoro) foi o escolhido para falar do U2. Não é massa? Sim ou sim?

Sem mais delongas, olhaê o que Chris tem para falar do U2:


“U2 por Chris Martin – Não compro passagens para passar o final de semana na Irlanda em frente à casa deles, mas o U2 é a única banda cujo repertório inteiro conheço de cor. A primeira faixa de The Unforgettable Fire, A Sort of Homecoming, sei de trás para frente – é tão empolgante, brilhante e linda. É uma das primeiras músicas que toquei para o bebê antes de ele nascer. O primeiro álbum do U2 que ouvi foi Achtung Baby. Era 1991, e eu tinha então 14 anos de idade. Daquele ponto em diante, comecei o caminho inverso – a cada seis meses, eu comprava um disco do U2. O som dos quais eles foram pioneiros – o baixo e a bateria conduzindo por baixo daquelas trilhas de guitarra etéreas e cheias de efeito flutuando por cima do resto – era diferente de tudo que eu já havia ouvido. Pode ser que eles sejam a única banda boa especializada em hinos em todos os tempos. O que mais adoro no U2 é que a banda é mais importante do que qualquer uma de suas músicas ou álbuns. Adoro o fato de que eles ainda são grandes companheiros e que cada um deles desempenha um papel integral na vida do outro enquanto amigos. Adoro o modo como eles são insubstituíveis. O U2 – como o Coldplay – mantém que todas as músicas que aparecem em seus álbuns sejam creditadas para a banda. E eles são a única banda com mais de 30 anos de existência sem mudanças de membros ou grandes separações. É incrível que a maior banda do mundo tenha tanta integridade e paixão em sua música. Nossa sociedade está totalmente ferrada, a fama é uma perda de tempo ridícula e a cultura da celebridade é nojenta. Há poucas pessoas por aí valentes o suficiente para se manifestar contra isso, que usam a fama de um modo bom. E a cada vez que tento, sinto-me como um idiota, porque vejo Bono conseguindo realizar coisas. Enquanto todo mundo estava xingando George Bush, Bono foi o cara que bateu nas costas de Bush e conseguiu bilhões de dólares para a África. As pessoas podem ser tão cínicas – elas não gostam de quem faz o bem – mas a atitude de Bono é: ‘Não me importo com o que acham, vou falar.’ Ele conseguiu tanto com o Greenpeace, em Sarajevo, no show, exigindo o fechamento da usina nuclear de Sellafield, e continua topando o desafio. Quando chegou a hora de o Coldplay pensar sobre o comércio justo, seguimos seu exemplo de falar a respeito independentemente do que os outros pudessem pensar. Foi isso o que aprendemos com o U2: você tem que ser corajoso o suficiente para ser você mesmo.”

Show, né?

Na mesma revista, Bono falou sobre Elvis Presley, que ficou em 3º lugar. E The Edge opinou sobre The Clash, que ocupa o 28º lugar.  Todos compramos a revista, hein?

Rolling Stone – Os 100 Maiores Artistas de Todos os Tempos
Spring Publicações Ltda.
124 páginas
R$ 19,90
Formato: 20,5 cm X 27,5 cm

Deixe seu recado após o BIP